terça-feira, 3 de janeiro de 2012

AS 50 MARCAS QUE AS MULHERES DEIXARAM NO MUNDO


1 Traduzir sentimentos. Você já deve ter tido a impressão de ler um texto que fala com o seu âmago, expõe uma ferida ou acalma a angústia. Damas da literatura inauguraram essa forma tão íntima de se relacionarem. Como a escritora Clarice Lispector, ucraniana que emigrou para o Brasil. Ironicamente, seus primeiros escritos foram recusados por um jornal porque não tinham enredos, apenas sensações.

2 Liderar com pulso firme A marca deixada pelas mulheres nos mais altos postos do poder tem sido a austeridade.Dilma Rousseff limpa o ministério; Angela Merkel, a chanceler alemã, mantém o norte da União Europeia na crise do euro; Michelle Bachelet, chefe da ONU Mulheres, saneou a economia do Chile quando era presidenta, equiparou salários em empresas estatais e regulamentou a distribuição da pílula do dia seguinte.


3 Flexibilizar o mundo dos negócios Foi depois que as mulheres entraram nas companhias que conceitos como inteligência emocional e resiliência foram incorporados ao vocabulário empresarial. Trabalhamos usando a intuição e o jogo de cintura - e incentivamos os homens a trilhar esse caminho.



4 Dizer "não” à violência. Depois de séculos de opressão, um grito foi ouvido: chega de agressões contra a mulher. Uma farmacêutica cearense, que sofreu duas tentativas de assassinato por parte do marido e ficou paraplégica, virou porta-voz da causa. Maria da Penha Maia Fernandes colocou o agressor na cadeia e levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Inspirou a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que coíbe e pune esses atos, modelo copiado em outros países.


5 Ser cidadã.  Várias companhias de seguros de automóveis oferecem descontos para as mulheres, que dirigem com mais atenção e respeitam mais as leis.

6 Ditar moda. São necessários muitos estilistas homens para influenciar o jeito de se vestir como uma única mulher conseguiu. Coco Chanel foi a mãe do pretinho básico, do tailleur e da calça feminina.

 Acreditar.N coração de uma mulher, a esperança, substantivo feminino, se transforma em fé, depois vira determinação e por fim leva à conquista.


8 Transgredir.- Quem disse que a gente precisa agradar sempre? Se hoje a maioria responde que não temos de corresponder ao senso comum, muito se deve à ousadia gritante de Madonna desde os anos 1980. A maior diva pop do mundo moderno sempre desafiou ao usar batom vermelho-sangue, simular sexo oral com uma garrafa, deixar o sutiã à mostra,beijar um Jesus Cristo negro.



9 Lutar por direitos .Mulheres não podiam votar até 1932, quando conquistaram a liberação prcial para se manifestar nas eleições: só as casadas (com autorização do marido), viúvas ou solteiras com renda própria podiam eleger seus representantes. Em 1934, a lei ampliou o direito a todas, mas não o tornou obrigatório. Apenas em 1946 é que houve igualdade perante o Código Eleitoral. Hoje, somos maioria, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Uma das guerreiras dessa luta foi a carioca Bertha Lutz, que fundou, em 1922, a Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Ela defendia também as causas trabalhistas femininas e a igualdade salarial.


10  Ter liberdade para amar outra mulher. Se o amor deve ser uma escolha, por que uma mulher não pode optar por outra? Essa interrogação, sussurrada entre quatro paredes, já não carrega mais mistérios. Lésbica assumida, a escritora americana Camille Paglia acendeu a discussão sobre homossexualidade e bissexualidade - e meninas e mulheres puderam se revelar. Leitora de Camille, a cantora mineira Ana Carolina não tem nenhuma dificuldade em declarar: "Sou bi, e daí?"



11 Negociar. A mulher tem também tino para grandes investimentos. No Brasil, Eufrásia Teixeira, nascida em 1850, ampliou a fortuna dos pais, comprando e vendendo ações e aplicando em empresas na Europa. Procurava saber como eram tratados os empregados das companhias em que entrava como acionista. Deixou parte da fortuna para instituições de caridade de sua terra, Vassouras (RJ).


12 Agregar. Pense na solidez do núcleo familiar, na força centralizadora, na balança das relações. Provavelmente, você visualizou uma mulher.


13 Empreender. De acordo com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2009 superamos os homens: somamos 53,4% das pessoas à frente de negócios.




14 Quebrar paradigmas. Uma das áreas em que as mudanças acontecem mais lentamente é a política - os homens grudam no poder com unhas e dentes. Mas, lá atrás, duas mulheres já haviam provado que podemos presidir um Estado com competência: Golda Meir, que ajudou a fundar o Estado de Israel e o dirigiu entre os anos de 1969 e 1974, e Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia, que dedicou especial atenção a diminuir a pobreza do país.


15 Preservar a nossa história.Que nação tem futuro sem memória? O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, guarda evidências de que o homem pode ter vivido no continente americano há 50 mil anos, e não há 12 mil, como afirmam pesquisadores. A arqueóloga paulista Niéde Guidon descobriu esse tesouro e tem dificuldade para preservá-lo, já que pinturas rupestres estão sendo danificadas por balas.



16 Recriar papéis sociais. Esposa exemplar, mãe zelosa, donzela eterna. Não faz tanto tempo assim, esses eram os papéis que nos cabiam. Reescrevemos a história. Em 1832, Nísia Floresta publicou, com apenas 22 anos, Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens. Em 1949, a filósofa francesa Simone de Beauvoir escreveu em dois volumes O Segundo Sexo, em que usava conhecimentos de biologia, psicologia, história e economia para constatar que a suposta condição de inferioridade feminina era uma invenção cultural. Nascia ali o movimento feminista, que ganhou ainda mais força em 1963 com o lançamento de A Mística Feminina, de Betty Friedan.


17 Espalhar alegria. A felicidade colorida e gingada está no DNA da mulher brasileira. Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Claudia Leitte e tantas outras seguem os passos de Carmen Miranda, cantora e atriz portuguesa, criada no Brasil, que contou isso ao mundo todo quando brilhou em Hollywood.
 
18 Contar histórias. As novelas brasileiras estabeleceram um novo padrão de qualidade na teledramaturgia. Janete Clair, autora de enormes sucessos, como Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Pecado Capital e O Astro, teve papel marcante na construção e na popularização dessa linguagem 

19 Perdoar. Pesquisa recente da Universidade do País Basco comprova que as mulheres conseguem perdoar com mais facilidade do que os homens. Porque têm maior empatia, ou seja, a sábia capacidade de se colocar no lugar dos outros.

20 Tratar seres humanos como seres humanos. Antigamente, os procedimentos usuais para cuidar de quem sofria de transtornos mentais incluíam a retirada de uma parte do cérebro. A psiquiatra alagoana Nise da Silveira, uma das primeiras médicas brasileiras, recusava-se a aplicar técnicas agressivas em seus pacientes. Em vez disso, usava o desenho e a pintura para que eles se expressassem e retomassem o contato com a realidade.Os trabalhos foram para o Museu de Imagens do Inconsciente, que ela fundou no Rio de Janeiro em 1952.

21 Cuidar das crianças. Não precisamos ser mães para ter o instinto de zelar pelos pequenos.Porque há sempre muitos precisando de cuidados. A pediatra e sanitarista Zilda Arns fundou a Pastoral da Criança, em 1983,para realizar ações de combate à mortalidade infantil, à desnutrição e à violência. Faleceu em 2010, no terremoto do Haiti.



22 Bebericar com classe. O que seria do glamour sem o champanhe, a maior invenção feminina em taças? Foi Nicole-Barbe Ponsardin, a viúva Clicquot, a responsável por industrializar a produção da bebida e torná-Ia popular nas cortes.


23  Educar. Fazer com que os filhos cresçam como seres dignos é um de nossos nortes. Muito da compreensão que temos sobre o comportamento infantil se deve à psicóloga austríaca Melanie Klein. Ela lançou, em 1932, o livro A Psicanálise de Crianças (Imago). Outra que se dedicou à causa foi a italiana Maria Montessori. Ela revolucionou o ensino, defendendo a individualidade, a sensibilidade e a liberdade do aluno.


24 Vencer preconceitos. Raça e poder aquisitivo não ditam o destino de uma mulher. Porque um batalhão feminino se levanta contra a opressão. Como Rosa Parks, negra que se negou a ceder seu lugar em um ônibus para um branco na época mais dura da segregação racial nos Estados Unidos.



 25 Alimentar-se com sabedoria. Quem costuma decidir o que vai à mesa nas refeições dentro de casa? Quem lê os rótulos dos produtos no supermercado antes de colocá-los no carrinho? Comer bem e saber fazer escolhas são investimentos que toda mulher valoriza. A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, é uma forte defensora da alimentação saudável e dos exercícios físicos. Em 2010. lançou o movimento Let's Move!, cuja meta é combater a obesidade infantil e melhorar a qualidade da comida servida nas escolas. Vai escrever um livro sobre a horta que plantou na Casa Branca e seus esforços para promover a mesa saudável, afirmou o grupo editorial Crown, que o publicará em abril de 2012. Michelle doará os lucros da venda para uma instituição de caridade


26 Valorizar a cultura. O mais recente estudo do Instituto Pró-Livro mostra que o público feminino responde por 55% dos leitores de livros no Brasil. A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que em oito anos virou a maior do gênero por aqui, foi idealizada por uma mulher, a editora inglesa Liz Calder. Já as primeiras bienais de artes plásticas foram organizadas pela paulista Yolanda Penteado, que usava a influência para trazer obras valiosas para os eventos.


27 Resistir.  No sofrimento,  as  mulheres  surpreendem.  A estilista mineira Zuzu Angel se tornou símbolo da resistência à  dita-dura no Brasil ao denunciar nos Estados Unidos a tortura  e  o sumiço de militantes que se opunham aos generais, entre eles seu filho, Stuart Angel. Zuzu moneu em 1976, num acidente  de carro mal explicado, tentando encontrar o corpo de seu rebento.


28 Ter coragem. Contra o senso comum de que ser feminina é ser frágil, as guerreiras da nossa, história fincaram a bandeira da valentia. Anita Garibaldi combateu na Revolução Farroupilha; Maria Quitéria lutou no Exército disfarçada de homem e virou heroína na Bahia; a americana Lee Miller abandonou sua bem-sucedida carreira de modelo nos anos 1920 para ser a única mulher correspondente na Segunda Guerra Mundial.

29 Encantar. Seduzir é um verbo feminino, que ganhou significado nobre depois que muitas mulheres o conjugaram para grandes causas. Evita Perón, a mulher mais importante da história política da Argentina, usou desse recurso para defender os pobres, lutar pelo voto feminino e o direito dos trabalhadores.29 

30 Preservar o planeta. A causa é global e não se restringe a um sexo ou a outro. Mas muitas mulheres imprimiram caráter de urgência à defesa do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável. A bióloga americana Rachel Carson já levantava essa bandeira nos anos 1950. Seu livro Silent Spring, sobre os problemas causados por pesticidas e pela poluição, levou à proibição nos Estados Unidos do uso do DDT, diclorodifeniltricloroetano, que pode causar câncer em seres humanos.



31 Reinventar-se. As mulheres têm a capacidade de cair, levantar, sacudir a poeira e seguir mais fortes do que antes. Hillary Clinton, por exemplo, foi traída publicamente pelo marido, Bill Clinton, quando ele era presidente dos Estados Unidos. Perdoou, enfrentou críticas e se transformou na segunda mulher mais poderosa do mundo por seu atual trabalho como secretária de Estado americana.


 32 Ficar feliz solteira . Antes, era impossível pensar em mulheres solteiras na faixa dos 30, que curtem a vida e não direcionam seus desejos na busca de um marido. A escritora Candace Bushnell e as personagens do divertido Sex and The City fizeram dessa crença uma coisa do passado.


33 Pacificar. As mulheres trouxeram para o panorama mundial uma nova visão sobre a paz. Shirin Ebadi, advogada iraniana que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2003, ampliou o conceito para além do lenço branco que pede trégua. Ela viaja pelos países denunciando o governo ditador de seu país, o Irã, que persegue as mulheres e ameaça o equilíbrio da região e a paz mundial.



34 Explicar o mundo. É coisa de mulher criar metáforas para traduzir algo difícil. A jornalista e psicanalista gaúcha Carmen da Silva, que estreou uma coluna em CLAUDIA, em 1963, fazia o papel de trazer para o dia a dia o tal do feminismo. Ela convocou a ala feminina a rever seus conceitos sobre independência e felicidade e a reescrever a história com as próprias mãos.


35 Bancar as próprias escolhas. O primeiro passo para ter liberdade é assumir os riscos pelas decisões tomadas. A inglesa Mary Wollstonecraft, que escreveu, em 1792, o primeiro manifesto em defesa das mulheres, aplicou na vida o princípio que defendeu: o do direito de escolha. Trabalhou para ganhar o próprio dinheiro, teve uma filha fora do casamento - Mary Shelley, a escritora que criou Frankenstein - e instituiu no front doméstico a união com casas separadas.


36 Doar-se. O terceiro setor tem cara, alma e jeito de mulher. Foi a albanesa madre Tereza de Calcutá, Prêmio Nobel da Paz de 1979, quem popularizou o voluntariado- e a filantropia ao dedicar sua vida a alfabetizar crianças e a cuidar de doentes.


37 Decidir o tamanho da família. Em 1970, a brasileira tinha, em média, 5,8 filhos. Sair para trabalhar deixando esse time era difícil. Hoje, a média de crianças por mulher é 1,8. O índice nas nações ricas é 1,7.



38 Defender animais.  Em setembro, duas redes canadenses de pet shops deixaram de vender animais para incentivar a adoção. Aqui e ali, as iniciativas de proteção ganham força. Desde 1962, a atriz Brigitte Bardot se manifestava publicamente contra o uso de peles, a caça esportiva, o abandono.Em 1986, ela criou a Brigitte Bardot Foundation, em defesa de animais domésticos e selvagens.


39 Multiplicar a atenção. Fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma marca feminina, importantíssima nos dias de hoje, valorizada pela sociedade e pelo mundo do trabalho.


40 Fazer-se entender. A capacidade de se comunicar, entreter e convidar à reflexão é uma qualidade que as mulheres esculpiram com o tempo. Que o diga a comunicadora mais poderosa do mundo, a americana Oprah Winfrey. De origem humilde, tornou-se dona da própria revista e, mais recentemente, de uma emissora de TV, a OWN. Ela também é engajada em causas humanitárias no continente africano.


41 Cozinhar por prazer Definitivamente, lugar de mulher não era na cozinha profissional. E cozinhar passava longe de ser divertido. Até a americana Julia Child conseguir entrar para a prestigiada escola francesa Le Cordon Bleu e virar a primeira celebridade à frente de um programa de culinária na TV.


42 Assumir desejos. Se hoje a brasileira faz sexo sem compromisso e não é julgada, muito se deve à atriz Leila Diniz, que demoliu tabus numa época em que a repressão dominava o país. Foi a primeira grávida a ir à praia de biquíni, mostrando que a maternidade não excluía a sensualidade. E disse frases que se tornaram célebres: "Transo de manhã, de tarde e de noite"; "Você pode amar uma pessoa e ir para a cama com outra".

43 Inovar o sexo. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, 70% dos consumidores de produtos eróticos no país são mulheres.


 44 Mudar  o fixo. Não está bom? A gente muda. Primeira-dama de um país era um posto decorativo até Eleanor-Roosevelt entrar na Casa Branca, em 1933.A mulher de Franklin chegou à ONU e ajudou a criar a Declaração Universal dos Direitos Humanos. No Brasil, a antropóloga Ruth Cardoso, mulher de FHC, reinventou o papel, em 1995 com o Programa Comunidade Solidária. Promoveu uma reviravolta na área social 

45 Bater um bolão. Mulheres são craques nos campos hoje, ninguém duvida disso. Quando a paixão nacional deu mostras de abalo, uma garota de Alagoas apareceu jogando o futebol dos sonhos de qualquer homem: Marta Vieira da Silva, da nossa seleção feminina.


46 Dar aula de gentileza .Pesquisa divulgada pela Utah State University, nos Estados Unidos, indica que irmãs são mais eficientes do que os pais quando o assunto é incentivar a gentileza e a generosidade.


47 Mobilizar. As americanas nunca queimaram sutiã na praça. Mas o protesto que fizeram em 1967, contra a visão de que todas eram mulherzi nhas, foi tão incandescente que até hoje se acredita no incêndio. Elas levaram para  uma passeata símbolos que as reduziam a mero objeto de desejo, como o salto alto e  o sutiã. Embora a prefeitura tivesse impedido a queima, o ato ganhou força política.



48 Mobilizar para grandes causas. Ajudar é sempre bom - mas mobilizar centenas, milhares a fazer o mesmo é melhor ainda. Elizabeth Taylor foi uma das primeiras megacelebridades a se engajar na luta contra a AIDS, depois que um amigo dela, o ator Rock Hudson, morreu, vítima da doença. Em 1991, ela criou a própria fundação de pesquisa sobre o vírus, a Elizabeth Taylor Aids Foundation.


49 Fincar o pé na ciência. Brilhante, a polonesa Marie Curie era voz solitária na ciência. Mesmo assim, ganhou o Prêmio Nobel de Física, em 1903, por descobertas sobre radioatividade, e o de Química, em 1911, ao desvendar ações do rádio e do polônio. A área, no Brasil, deixou de ser masculina há duas décadas: em números, as mulheres superaram os homens nos centros de pesquisas. A médica Mayana Zatz, uma das maiores autoridades em genética médica no mundo, identificou, em 1995, um gene ligado à distrofia dos membros, o que só foi possível com base no estudo de células tronco.


50 Dar a vida por uma nobre causa. A coragem das operárias de uma tecelagem de Nova York, em 1857, teria sido responsável  pela instituição do 8 de março como o dia internacional pelos direitos das mulheres. As tecelãs conduziam pela primeira vez uma greve de mulheres contra o trabalho quase escravo, com extensa jornada, espancamentos e ameaças sexuais, quando a polícia as trancou na fábrica e tocou fogo. Todas morreram  carbonizadas. Em 1910, na Dinamarca,  ao procurar um ícone para a luta, feministas escolheram o episódio.
(Márcia Kedouk e Patrícia Zaidan -Revista Cláudia, nº 10, outubro de 2011)

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