quinta-feira, 3 de novembro de 2016

E A VIDA CONTINUA...

     Todas as religiões tem três pontos em comum. O primeiro é Deus. Cada uma tem um conceito de Deus que vai desde o velho barbudo até a ideia de energia, amor, inteligência. Até os ateus, muito em moda hoje em dia, têm lá suas concepções sobre o Criador. Os cientistas também trouxeram sua contribuição, e tudo começou com um grande estouro, o Big Bang. O que importa é que cada um tem o seu Deus, e isso já é suficiente para irmos vivendo.
  O segundo ponto é a existência de um ser, de uma alma, de um espírito. Na verdade, de uma individualidade que  se diferencia dos outros seres vivos pela sua autoconsciência, pelo seu pensamento continuo que lhe permite construir sua história. Neste ponto em comum, também se percebe que esta alma não morre. Ela persiste após a morte do corpo. Ela continua viva, certo? Bom, aqui a discussão fica por conta de para onde vamos depois. Céu, purgatório, nirvana, inferno, umbral são designações, entre muitas, dos lugares que es- peram os que já foram.
  A literatura é vasta neste quesito. Por isso, gostaria de colaborar com meus leitores indicando um filme que deverá ser lançado nos cinemas no dia 14 de setembro. O título do filme é o da crônica: E a vida continua ...
  Sempre é bom dar uma chegada no shopping, né? Depois do filme, curta a praça de alimentação, dê uma olhada nas vitrines. E deixe as imagens no subconsciente. Aos poucos, volte a pensar sobre o que acontece conosco após deixar o nosso corpo para a Mãe Terra.
  O terceiro ponto é muito interessante pois nos remete à necessidade do ser humano de fazer o bem. Para si e para o próximo. Não necessariamente a ajuda material, que aliás é importante, mas o desenvolvimento de uma relação com o outro de respeito, amor, consideração, empatia, carinho.
    Que todos nos percebamos como irmãos. Que possamos sonhar com um mundo melhor. Com uma irmandade onde toda sociedade busque diminuir as diferenças. Que se torne consciente a busca de uma vida plena. Agora! Para que quando chegares do outro lado, encontres o céu da tua consciência. E, como a vida continua, o que fizeres aqui vais encontrar lá. Bom filme e bom shopping!
                                
(José Otávio Binato – Diário da Santa Maria, 11/09/2016)

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

NEURÔNIOS ESPELHOS



   Jesus é uma das personalidades mais extraordinárias que a 
humanidade conheceu. Em três anos de apostolado, não escreveu nenhum texto. Era unia época que a comunicação se fazia apenas oralmente, e os obstáculos criados pelos seus inimigos se faziam desafiadores.
    Augusto Cury escreveu vários livros sobre sua "persona", mostrando como o proceder de Jesus representa um dos maiores mananciais de regras de  conduta para o ser humano que se debate em mundo materializado. A sua liderança, sua sensibilidade, sua profundidade,  sua simplicidade e, principalmente, sua transcendência são joias raras, representando para o verdadeiro cristão o código fundamental de transformação moral.
    Essa transformação que hoje são os chamamentos de uma nova era que se descortina para a nossa humanidade. Mesmo no charco atual do barbarismo que vivemos, lírios de comportamento e de atitudes brotam de corações piedosos e.se materializam em ações no bem.
      É urgente a mudança de cada um de nós. A reforma íntima é a grande síntese da men-sagem crística para os nossos dias atuais. Transformar a humanidade começa na consci-ência de cada ser humano. Disse-nos o Mestre: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!" Mas o primeiro passo parte da decisão inadiável de que somos nós os artífices do nosso destino.
      Pelo nosso livre arbítrio, necessitamos buscar os conhecimentos que nos libertam das amarras de uma religiosidade sem Deus e de uma prática anticristã. Entender que a vida vivida de uma forma simples representa a nossa integração com o universo de Deus. A vida é o compromisso de nossas necessidades de reforma íntima. Cada dia, cada hora, cada minuto poderá ser a oportunidade de fazermos pequenos gestos que demonstrem nossa intenção de mudar para melhor.
       Agora volte ao título da crônica neurônios espelhos! A neurociência, hoje, consegue nos mostrar que o meu comportamento tende a ser imitado pelo outro. Isso se deve porque alguns neurônios se especializam em copiar o comportamento de quem está junto a nós. Ao compartilharmos as nossas coisas boas, com entusiasmo, coragem, alegria, fé, des-temor - e sem termos vergonha de sermos felizes - o outro também tende a estimular  as mesmas áreas do seu cérebro. Quem é o outro?
      Olhe para o lado e verás muitos outros à espera que os neurônios espelhos de vocês façam uma revolução. Jesus, com certeza, deixará um raio de luz e de amor pairar sobre vocês! .

(JOSÉ  OTÁVIO  BINATO  - Diário de Santa Maria, 16/10/2016)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DIFERENÇAS ENTRE GERAÇÕES

“A  ATUAL  ESTÁ  ESTAFADA”
  

  Os pais, em nome da capacidade de proteção, acabam desprotegendo e enfraquecendo seus filhos. É curioso quando os pais falam "poxa, eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei". Fico imaginando: o que esse pai e essa mãe passaram? Tiveram de fazer comida? Limpar a casa? Cortar lenha, como o meu caso? Qual é o nível de sofrimento dessas tarefas? Ao meu ver, pelo contrário faziam parte da partilha de tarefas. Hoje, não mais. Durante muito tempo, a geração adulta cuidava de si mesma e dos filhos. Quando os filhos cresciam, os pais diziam: "Bom, agora você vai e cuida da sua vida. A atual geração de adultos cuida de si mesma. Se tiver filhos, cuida dos filhos. Às vezes, cuida também dos pais, com plano de saúde, atendimento. E, no caso de alguns, até dos netos. A atual geração que tem entre 35 e 40 anos cuida de três gerações. Ela está estafada, cansada, vive em estado de sonolência e deseja, de maneira repetida, libertar-se disso. E só há uma maneira de fazer isso: a procura contínua pela partilha das tarefas. Neste sentido, a educação escolar é uma parte que ajuda nesta questão. Mas ela depende também do coletivo, não apenas da escola. As novas gerações não podem crescer como adultos em férias, que vão ao cinema, passeiam, comem fora ... Só não trabalham. Essa condição é malévola. Pode ser até gostoso oferecer isso aos filhos, mas produz um enfraquecimento da capacidade do esforço mais adiante. Não é fazer o filho sofrer, mas viver de uma maneira mais partilhada o desgaste e o esforço.

“E  A  NOVA  É  MAL    EDUCADA”

   
    A nova geração não tem problema de formação. Ela é ligada à conectividade. Tem um nível de escolaridade que, mesmo que fragilizado, ainda consegue ser ultrapassado ... Mas ela chega mal educada no mundo do trabalho, sem percepção de hierarquia. Está acostu- mada a ser quem subordina os adultos em casa, tanto que há pais e mães que vivem em função dos filhos. Ao mesmo tempo, esta geração não tem, necessariamente, compro-misso com meta e prazo. Abandona coisas com facilidade. É comum ouvir falar hoje de jovem que começa uma faculdade e passa para outra. Ele descobre que não é o que quer, aí vai estudar mecânica, depois vai para a metalurgia, e passa para a gastronomia. Isso não é excesso de opção, é confusão mental. É ausência de clareza de onde se quer che-gar. E essa mesma geração é rica e exuberante naquilo que consegue, que é a criatividade. Se você observar as startups, são inéditas. Mas de quem são? Daqueles que vão fazer um esforço. As coisas não são automáticas, não acontecem sozinhas. Há um esforço imenso a ser feito para que as coisas tenham concretização. E a gente observa que o jovem, muitas vezes, chega até uma nova empresa e supõe que a chefia dele é como um pai e uma mãe, que têm de resolver as coisas para ele. ( ... ) Há uma expressão que precisa ser lembrada: o amor verdadeiro é aquele que não aceita tudo. Não podemos deixar que esta nova geração acredite em uma coisa, que é muito perigosa para a vida coletiva: confundir desejos com direitos.

(MÁRIO  CORTELLA - filósofo e escritor, em trechos de uma entrevista a Zero Hora)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

GAFE OLÍMPICA

   Dos 42 esportes olímpicos em disputa na Rio 2016, o que mais me intriga é o golfe. Eu sei que gosto não se discute, mas minha cultura futebolística de torcedor não se adapta a um jogo em que você passa quatro dias vendo atletas vestidos como almofa-dinhas tentando acertar uma bolinha num buraco. Um não, são 18 os buracos do golfe. Os competidores têm de acenar todos eles com o menor número possível de tacadas.
    O que, na minha ignorante opinião, tira um pouco da  monotonia desse esporte são os obstáculos do circuito. Um campo de golfe tem sempre pequenos lagos, colinas, depressões e barrancos por onde a bolinha tem de cruzar em tacadas de longa distância. Mas, pelo menos, na parte da competição que eu assisti, o que deu, de fato, alguma emoção ao jogo, foi o comportamento de espectadores neófitos como eu.
    Como a área é muito grande, são 970 mil metros quadrados, o público fica circulando a pé pelas margens do circuito. Têm umas cordinhas delimitando o acesso do público, mas não é incomum ver alguém desavisado andar onde não deve. Uma senhora, trazendo um poodle numa coleira, causou o maior alvoroço ao passear com o bicho, tranquilamente, perto do buraco onde o americano Matt Kuchar, que viria a ganhar a medalha de bronze, tentava acertar sua bolinha.
     Eu não sei por que as velhinhas gostam tanto de campos de golfe, mas o fato é que o jogo teve de ser interrompido de novo quando outra senhora, provavelmente cansada de andar sob o sol forte do descampado, resolveu sentar em um barranco e balançar as pernas. Enquanto um irritado golfista suíço aguardava, um batalhão de voluntários partiu em desabalada carreira para retirá-la.
    Não a culpe, leitor. Pode acontecer com qualquer um. Eu li as regras e me informei satisfatoriamente para não fazer besteira. Mesmo assim fiz. Eu sabia que a bolinha pode ser alçada para fora da área do circuito, e que mesmo assim a jogada vale. Não se pode tocá-la. Mas foi mais forte do que eu.
    Quando vi, no meio da estrada, uma bolinha branca tão bonitinha, cheia de alvéolos, não resisti e me abaixei para apanhá-la. Quase fui linchado por uma multidão de aficionados enfurecidos.
    Quando  vi na televisão, que uma mulher fez o mesmo que eu, logo perto do desfecho da grande final, com a bolinha do golfista que ganhou a medalha de ouro, o britânico Justin Rose, senti um alivio imenso por minha gafe ter sido com um golfista retardatário e sem chances de vitória, pouco afortunado pelo interesse das câmeras. Pior do que mico ao vivo, via satélite, só mesmo aguentar um jogo tão chato.


(MARCELO  CANELLAS – Diário de Santa Maria, 21/08/2016)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

DETALHES TÃO PEQUENOS

      O egoísmo e o orgulho são duas chagas do ser humano que facilitam não sermos felizes. Para vencermos o egoísmo, é preciso desenvolver a benevolência. Para acabarmos com o orgulho será necessário cultivarmos a humildade. Vivemos dias difíceis em nosso país e, com isso, passamos de indignados a desanima- dos. Corrupção, violência, desamor, onde o cada um por si é a regra, nos causam muitas vezes uma paralisia patológica em nossas emões positivas.
     Só reclamamos! Nosso relacionamento conosco e com os outros, torna-se negativo, vin-gativo. Nos enfurnamos em nós mesmos. Desistimos de ser felizes. De olhar a vida como uma possibilidade positiva a partir de uma decisão pessoal de pensar, sentir e agir diferente.
     Façamos, neste fim de semana, uma varredura em nossas emoções negativas e destru-tivas. Adianta você ficar assim? Vai mudar alguma coisa para melhor? Claro que não! Então porque persistimos, aceitando só o mundo cruel que nos impõem a mídia e os outros?
     Roberto Carlos já cantava "detalhes tão pequenos de nós dois" nos remetendo a uma paixão por alguém. Aqui gostaria de ampliar esta paixão: um amor muito grande pela vida. pelo outro que está em minha vida. Um familiar, um amigo, alguém necessitado de reconhecimento, um vizinho que nדo visito mais. Enfim, um outro que, na verdade, está dentro de mim  espera da minha decisão de nos fazermos felizes. Quem sabe um pequeno gesto de carinho, um alô pelo celular, um e-mail, um toque com ternura? Uma ponte sobre o rio gelado para que o outro sinta o calor humano que queima em você.
    Que nesse fim de semana possam teus gestos, o teu agir, servir de pontes entre teus sentimentos de amor e o que está aí ao teu lado. Lembra da história daquele homem que de manhã chegando a uma praia se depara com centenas de estrelas do mar deixadas na areia pela maré. Muitas já morrendo, pelo calor do sol! Nisso, ele vê um menino que, rápido, atirava uma estrela do mar para dentro d’água. Impressionado com a cena, perguntou ao jovem:
     - O que estás fazendo? São centenas delas! Não vais conseguir salvá-las!
      E o menino respondeu;
    - Mas para esta eu faço a diferença - e atirou a estrela no mar.
 (José  Otávio  Binato  -  Diário de Santa Maria, 19/06/2016)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

DISTÂNCIAS

 

   Ouvi um cara dizer, num programa de TV sobre tecnologia, que o conceito de distância, tal como eu e os de minha geração o aprendemos, está extinto. Hoje você checa no Facetime do celular e, numa fração de segundos, fica cara a cara com alguém que pode estar do outro lado do mundo. Havia, no tal programa, uma penca de garotos explicando o uso de muitos outros aplicativos de que nunca ouvi falar. Não é Skype não, que isso já está velho e batido - embora sejam variações do mesmo milagre de pôr as pessoas em contato visual imediato, como nos desenhos animados e nos filmes de ficção científica que assisti na infância, quando aquela cruza de televisão com telefone era uma proeza futurista.
   Pois não é que o futuro veio num zás? E já chegou radicalizando a predição que Marshall McLuban fez, em meados do século passado, segundo a qual os meios de comunicação de massa redefiniriam os conceitos de tempo e distância, e nos levariam a um processo de retribalização, pois estaríamos todos, independentemente das barreiras geográficas que nos separam, vivendo na mesmíssima aldeia global. E olha que ele estava falando de rádio e televisão, sem ter a menor ideia de que um dia poderia existir algo parecido com a internet.
   Dias atrás, no saguão de embarque do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, eu vi uma senhora italiana de uns 60 anos falando, via Facetime, com o pai dela, um velhinho que deve ter quase 90. A mulher comia um sanduíche e punha o celular em pé, no colo, para que o pai lhe fizesse companhia durante o lanche., e a visse abocanhar nacos de pão. Pelo que entendi, ele estava em Roma, e a filha lhe dizia que estava a caminho do Rio de Janeiro. Ambos se divertiam com o brinquedo tecnológico e faziam troça da distância, ou da falta dela, tendo o pai pedido à filha um pedaço do sanduba, abrindo a bocarra para dar mordidas virtuais e, em seguida, gargalhar a valer.
    Na fileira de cadeiras bem defronte, uma moça triste e um homem sério, sentados lado a
lado, estavam, cada um em seu celular, mergulhados em suas contas do Instagram, passando fotos em sequência com os dedos, no mesmo movimento ritmado. Só me dei conta de que eram um casal quando a mulher cutucou o homem para saber se ele estava com as passagens, no que recebeu uma resposta atravessada. Acho que são cariocas. Acho que são casados. Acho que vivem juntos. Apesar da fenda abissal que abriram entre uma cadeira e outra.
   McLuhan não sabe de nada. A Roma do velhinho está ao alcance dos olhos da filha. Mas o Rio da moça triste e o Rio do homem sério ficam em planetas diferentes.

 (Marcelo  Canellas – Diário de Santa Maria, 12/06/2016)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

APAIXONAR-SE POR UMA MULHER

         Uma bela crônica em que o autor declara seu amor a uma mulher e ensina aos outros homens o que é amar verdadeiramente uma mulher.
  
   “Don Juan De Marco" é um filme de 1994, com Johnny Depp, Marlon Brando e Faye Dunaway. É a história de um louco e de seu psiquiatra. É, na verdade, uma aula de como nós, homens, devemos amar uma mulher. É belíssimo! É só entrar no YouTube e conferir.
   Se você é casado/a), faça o seguinte: mande os filhos para a vó, para o shopping e façam uma sessão pipoca com direito até a um bom vinho! Assistam juntos em baixo das cobertas aquecidas pelo amor que sempre há de existir entre os dois. Assistam a todo o filme sem interrupções, certo? Nada de preliminares!
Agora, você interrompa a leitura da crônica. Vá até o computador, entre no YouTube e pesquise a canção Have You Ever Really Loved A Woman, de Bryan Adams, e chame a sua cara metade para ouvirem juntos a música do filme. A letra é um poema de amor que eu dedico a minha namorada Marisa. Ali está tudo o que eu gostaria de dizer e fazer em todos os dias de nossas vidas.
Para realmente amar uma mulher, para entendê-la, você tem de conhecê-la profundamen-te por dentro! Ouvir cada pensamento, ver cada sonho e dar-lhe asas quando ela quiser vo-ar! Então, quando você se achar repousando desamparado em seus braços, você saberá realmente que ama uma mulher! Quando você ama uma mulher, você lhe diz que ela é realmente desejada. Que ela é a única! Ela precisa de alguém para lhe dizer que vai durar para sempre!
Então me fale se realmente você já amou uma mulher. Para realmente amar uma mulher, deixe ela te abraçar até você saber como ela precisa ser tocada! Você tem que respirá-la, realmente, saboreá-la até que possa senti-la em seu sangue. E quando você conseguir enxergar seus futuros filhos em seus olhos, você saberá que realmente ama uma mulher. Você tem de dar a ela um pouco de confiança. Abrace-a apertado, dê-lhe um pouco de
ternura
. Você tem que tratá-la bem. Ela vai estar lá para cuidar bem de você. Você real-mente precisa amar sua mulher.
 Marisa! Que possamos continuar enamorados hoje e sempre! Que os anjos desçam do céu e derramem todas as bênçãos sobre nós e sobre todos os que se amam. Quando eu te olhar lá bem dentro da tua alma, que todos os amantes possam se comprometer em fazer o outro feliz! Como nós fazemos um ao outro felizes!

(José  Otávio Binato – Diário de Santa MARIA, 12/06/2016)