segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

VOCÊ FAZ A SUA PARTE?

    Não basta criar um filho com consciência ambiental. Os pais têm de mudar suas atitudes em casa e ser o exemplo. Um desafio nada fácil.
No discurso  fica fácil teorizar sobre conscientização ambiental e preservação da natureza. O melhor seria transferir essa responsabilidade para escola, certo? Porém, faz parte da nossa carteirinha de bons pais tocar no assunto de maneira séria e responsável. Ou mudar de atitude e ser exemplo. Não é fácil, o desafio é grande, mas vale a pena adotar pequenas mudanças na nossa rotina. O cenário e complicado para nós, nossos filhos e para as gerações futuras. Doenças praticamente erradicada ressurgem em função de nossos maus hábito. Por exemplo, deixamos água limpa acumulada e propiciamos a proliferação de larvas do mosquito Aedes aegypti, aumentando o risco de doenças transmitidas pelo vetor, como dengue, zika e chikungunya. Sem falar na recorrência de "fenômenos naturais", como enchentes e deslizamentos de terras, entre outros, que são resultados da interferência do homem junto ao meio ambiente. ,
  Em outras palavras, precisamos ter uma nova postura, incorporar novos valores e atitudes. Quanta coisa inútil compramos num impulso consumista no supermercado que agridem o ambiente e nem nos damos conta disso? Vou exemplificar uma questão que só percebi há pouco tempo: o vidro é 100% reciclável, mas a gente ainda prefere levar uma garrafa pet descartável para casa, um material que demora mais de 400 anos para se degradar. Vamos nos fazer perguntas simples:
- Costuma separar o lixo em casa?
- Tem o hábito de deixar a luz acesa ou a TV ligada sem ninguém no local?
- Sempre fecha a torneira quando escova os dentes?
- Cuida o tempo que fica embaixo do chuveiro? Desliga quando vai se ensaboar?
- Joga papel ou outro resíduo fora do lixo?
    Pense nas respostas. Sempre é tempo de mudar. Atitudes simples, como separar o lixo
em casa - pode ser apenas separar o seco do orgânico (afinal, temos um sistema de coleta
seletiva deficiente na cidade) - já são de grande valia. Fechar a torneira enquanto escova os dentes, desligar a luz quando sai do ambiente são gestos que ajudam a formar um cidadão mais consciente. Além de atitudes, que tal ter conversas francas com o filho diante de situações corriqueiras do nosso dia a dia?
  Em um desses dias de chuvarada que têm sido tão recorrentes na Boca do Monte, aproveitei uma pergunta da pequena para explicar que não é o Papai do Céu que manda alagar ruas e casas. Foi uma oportunidade de explicar que o ser humano está usando o solo de forma errada. A gente constrói onde não deve, tem o hábito de jogar lixo em qualquer lugar e o resíduo acaba indo parar no rio, vai entupir os bueiros e etc. Assim, não tinha mais espaço para o rio correr no seu leito e ele transborda, o bueiro está com tanto entulho que joga a água para cima.
    A linha de pensamento aqui é egoísta. Ou seja, a de preservar a nossa raça, a humana. Para isso, precisamos viver em harmonia com a fauna, a flora e as nossas águas. Infelizmente, não conseguimos mudar o mundo, mas vamos fazer a nossa parte, em casa, com a gente e nossos filhos. Lá em casa, estou tentando criar sujeitos melhores do que eu, que sejam permanentes fiscais e cuidadores do meio ambiente. Repito, não é fácil, o desafio é grande ...


           (Ticiana  Fontana – Diário de Santa Maria, 10/01/2016)

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