quarta-feira, 25 de maio de 2016

HAJA PACIÊNCIA!

Nada acontece nem antes nem depois de seu tempo, pode reparar.
  
  A sabedoria chinesa nos ensina que a paciência é uma das maiores e mais importantes virtudes. Mas, céus ... Onde ela foi parar? Hoje, a qualidade tão preconizada pelos sábios orientais passa longe do nosso vocabulário e, mais ainda, de nossas atitudes. Neste mundo de correria, stress, violência e cobranças infinitas, estamos sempre ligados em alta voltagem. Corremos atrás do dinheiro, do status, do sucesso, da fama e até do tempo em uma busca sem fim. E tudo para ontem, não é mesmo? Afinal, somos imediatistas, queremos resultados rápidos.
   Você já parou para pensar em quanta angústia, ansiedade e sofrimento isso gera em nossa vida? E em quanto aumentamos o turbilhão nefasto de nossos pensamentos "ouvindo" o balbuciar incessante de nossa mente, que só reclama com essas frustrações?
   Olhe para o céu e questione: ele tem pressa? Pare um pouco e observe uma nuvem se movimentando na vastidão azul do infinito. Ou, então, imagine as águas de um rio fluindo sossegadamente em seu leito em direção ao mar. Muitas vezes, nem chegamos a ouvir obarulho da água se movimentando, já reparou? Ela flui suavemente. Pense em uma flor ainda em botão: ela não tem pressa alguma, porque segue o ciclo natural e espontâneo do Universo. Ela tem o tempo justo para brotar, crescer e florescer. Nem um minuto a menos nem um minuto além do devido. E, como com a flor, nada acontece nem antes nem depois de seu tempo, pode reparar. Por isso, nós também devemos seguir o ritmo do desabrochar. Afinal, tudo tem seu momento certo.
   Que tal começar a exercitar a paciência para saber esperar e cultivar a hora de cada coisa, o instante exato 'e plantar e colher, o tempo do desabrochar e de cada oportunida- de que aparece na vida?
   Precisamos de muito treino para desenvolver essa grande sabedor ia. Dominar nossa pressa depende de intenção e atenção. Mas essa é uma enorme conquista que vale a pena todo o empenho necessário. Sabe por quê? Porque ·paciência e  felicidade caminham juntas. Ao cultivar uma você ganha a outra como consequência natural. Seu corpo fica relaxado e sua mente aquietada, focada no presente, no aqui e no agora. De lambuja, você age com mais precisão, podendo dar  seu melhor.
   Comece escrutinando seus pensamentos e atitudes. Sempre que se pegar impaciente, respire fundo. Faça vários ciclos de respirações profundas e repita um mantra: "A cada dia, estou me tornando mais e mais paciente". Cultive essa prática com as situações e as pessoas.
   Leve-a também para o trânsito, onde o stress costuma vir à tona. Saia de casa com mais antecedência, respire fundo, coloque uma música suave, utilize um óleo essencial de sua preferência - esses truques vão ajudá-la a cumprir sua nova missão. Quando sair com o carro, exercite a paciência dando passagem a outros motoristas. E aí, a cada dia, você se tornará um ser humano melhor, vivendo dentro da compaixão e da compreensão. Como a lei do dar e do receber é infalível, em breve o mesmo estará acontecendo com você e, sem saber, você se tornará uma ferramenta para um mundo melhor!  

(Marcia de Luca – revista CLAUDIA, março de 2016)


sábado, 16 de abril de 2016

CAMINHOS DO CORAÇÃO

    Muitas vezes esquecemos que somos muitos dentro de nós. Vamos nos perdendo nas linhas do tempo. Deixamos de lembrar o quanto já fomos felizes

    Vamos fazer um acordo, eu e você? Deixe a crônica de lado e vá até o Google e digite "Gonzaguinha Caminhos do Coração". Ouça a música de olhos fechados. Deixe a letra tocar de leve a sua .alma. Quem sabe, venha um suspiro "daqueles” lá de dentro de ti. Por
que não? Então, pense um pouco sobre o que a canção nos solicita a refletir.

“Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz.
Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto
pra dormir e sonhar.
E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas.
E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde
quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais
que pense estar
E tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas
de nossas mãos
E tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate bem
mais forte o coração.
O coração, o coração... “

    Muitas vezes, esquecemos que somos muitos dentro.de nós. Vamos nos perdendo nas linhas do tempo. Deixamos de lembrar o quanto já fomos felizes. O quanto aprendemos com o sofrimento. Os outros nos ajudaram e são fundamentais em nossa vida. Você é único. Por isso, pise firme nos caminhos do seu destino. Use a razão, pois ela te permite entender a felicidade. Só não esqueça do teu coração, das tuas emoções, da ternura, do perdão. Enfim, do amor que precisa explodir no teu peito e fazer feliz tanta gente. Seja feliz!
        
 (José  Otávio  Binato – Diário de Santa  Maria, 14/02/2016)


sexta-feira, 1 de abril de 2016

QUAL EDUCAÇÃO QUEREMOS?

   
    Muitos de vocês já leram Augusto Cury, um psiquiatra que vendeumais de 20 milhões de livros em mais de 50 países, autor da Teoria da Inteligência Multifocal. Hoje, gostaria de citar a edição de “As 10 Leis da Qualidade de Vida”, dos Professores e Pais, publicado pela Editora Rideel. Ele é composto por um livro teórico, um prático e um DVD, mas vou apenas citar as 10 leis para nossa reflexão. A saber: autocontrole, proteger a emoção, impulsionar a criatividade, retomar a liderança do "eu", contemplar o belo, dormir bem e profundamente, transformar os papéis da memória, praticar o diálogo e a arte de ouvir, praticar o auto-diálogo, desenvolver a inteligência existencial.
     Deixo bem claro a necessidade da educação formal que professores e escolas, como um todo, vêm realizando em um esforço sem glória. Muitas vezes, essa educação não é bem entendida por pais e alunos. Ela é a base para voos mais altos, para sedimentar o prazer pelo saber, para desenvolver a autoestima, para socializar, para transmitir valores éticos e morais. Não tenhamos a menor dúvida do valor da educação. Só não esqueçamos que o ser humano é bem mais do que o seu conhecimento e as consequências que o saber produz em nós.
   A ciência, hoje, nos permite avançar em áreas que se confundem. Neurociência, psicopedagogia, filosofia, saúde, sociologia, entre outras, estão a nos provar que somos um potencial. Temos possibilidades imensas de sermos melhores como seres humanos. Quem sabe, entendendo melhor as múltiplas inteligências e, em particular, a multifocal do Augusto Cury, não estaremos melhorando a humanidade? Quem sabe possamos começar por nós? Quem sabe a família, principalmente filhos e netos? Quem sabe em nosso ambiente de trabalho?
     Leia de novo as 10 leis. Pense em cada uma e no seu potencial de transformação, Tenho certeza que dentro de você tem uma semente a espera da coragem, do esforço, do ânimo, da fé para se desenvolver em uma frondosa árvore de amor pelo próximo. Mãos à obra!


 (José  Otávio Binato – Diário de Santa Maria, março 2016)

quinta-feira, 24 de março de 2016

A PÁSCOA DOS INVISÍVEIS

    
    Como num passe de mágica eles(as) aparecem na semana da Páscoa. Como num filme relâmpago assistimos suas figuras deslizando em fila pelas calçadas. Como num túnel do tempo suas figuras miúdas reaparecem no coração da seIva de pedra. Como num pesadelo matinal os vemos fazendo parcas refeições, sentados nos umbrais das casas antigas e nas calçadas.
  Como num conto de literatura surrealista vemos crianças descalças, dentes podres, roupas amarfanhadas e sorriso ingênuo, penduradas nas costas das mães ou na cintura dos pais. Como num tobogã imaginário vemos crianças escorregando pelas calçadas, entre os canteiros, sob os bancos da praça e aos pés dos passantes apressados e pré-ocupados.
     Como num documentário inconveniente somos obrigados a vê-Ias. Somos desafiados a enxergá-Ias. Plantados, de olhos esbugalhados de admiração, frente às vitrinas lindamente decorados com motivos de Páscoa dos shopping centers. São homens, mulheres e crianças. É o que restou dos cerca de 2000 povos que nesta terra brasilis viviam quando aqui chegaram os portugueses nos idos de 1500. São os nativos que insistimos em chamar de índios – como se fossem todos iguais.
     É hora de vê-Ias. É hora de pensar em Paz, fraternidade, . de celebração da Páscoa. Por alguns dias eles ficarão visíveis. Logo voltarão a ficar invisíveis. Ninguém mais os verá. Voltarão a ser invisíveis aos nossos olhos cristãos e sempre tão preocupados com a violência que cada vez mais nos tira o sono. Como diz uma professora minha : que mundo é esse?
                      (Valdo Barcelos - Prof. e escritor-UFSM)


terça-feira, 8 de março de 2016

MULHERES, SEMPRE AS MULHERES!

COMO NÃO FICAR PERPLEXO DIANTE DAS INFINITAS POSSIBILIDADES, REAÇÕES, POSTURAS E ATITUDES QUE ELAS MOSTRAM A TODO INSTANTE?

      Nós, homens, com certeza, nunca entenderemos as mulheres. É impossível conhecê-las. As mulheres são imprevisíveis, um segredo, um mistério. Quando imaginamos que estamos conhecendo um pouco mais de uma mulher, lá estará ela a nos driblar. Perplexos! Sim. Como não ficar perplexo diante de infinitas possibilidades, reações, posturas, atitudes que elas mostram a todo instante? A Mulher-mãe passa nove meses com um ser humano em suas entranhas - físicas e emocionais - em uma troca simbiótica perfeita. Já ao nascer, ela nos mostra que aquele nenê é seu. Ela vai cuidar dele como ninguém poderá fazê-lo, Quem sabe a Mulher-avó conseguirá por a mão naquele ser que se completa e se personaliza no amor espelho mais perfeito que existe?
     A Mulher-amiga só será compreendida por outra mulher que terá o dom de entendê-la em uma comunicação extrassensorial que nós, homens, ignoramos como acontece. As
amigas usam da empatia que a capacidade de sentir o que a outra sente. É o maior exercício de compaixão já conhecido. A Mulher-família é a síntese de como um grupo de pessoas aceitam o comando de uma mulher. Elas até disputam a liderança, mas são espertas o suficiente para que sempre uma mulher seja a chefe.
     A humanidade até hoje é um matriarcado. Os homens é que não entenderam bem o recado. A Mulher-profissional é o maior desafio para os homens, pois elas são muito melhores do que nós. Admitir isso é para poucos. Empreendedoras, gerentes, autônomas, empregadas, onde quer que estejam trabalhando são a excelência. Dominam a maioria dos mercados de trabalho. Em número e em competência.
    A Mulher-religiosa que nos mostra a necessidade da transcendência, da moral, da religiosidade. Qual o mito de Maria, a Mãe de Jesus, permite que possamos vivenciar a ternura, o carinho, o perdão e, principalmente, o Amor que tanto faz falta nestes tempos difíceis. Essa mulher tem nos mostrado que a fé, a esperança, a caridade são expressões de Deus em nossa relação com o próximo.          .
     E, por fim, a Mulher-paixão que sonha em ter um companheiro que a entenda. Que está pronta para a entrega - de corpo e alma - para quem souber penetrar em seu âmago e leva-la a acreditar que é uma deusa na vida de um homem. Esta mulher que quer ser amada todos os instantes de sua vida. Sem nenhuma dúvida deste amor! Que nós homens possamos, não só no dia 8 de março, homenageá-las, mas nos ajoelharmos diante desta mulher amada. Para sempre!


     (José  Otávio  Binato -  Diário  de  Santa  Maria, 6/03/2016)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CAMINHOS DO CORAÇÃO

  
   Muitas vezes esquecemos que somos muitos dentro de nós. Vamos nos perdendo nas linhas do tempo. Deixamos de lembrar o quanto já fomos felizes

     Vamos fazer um acordo, eu e você? Deixe a crônica de lado e vá até o Google e digite "Gonzaguinha Caminhos do Coração". Ouça a música de olhos fechados. Deixe a letra tocar de leve a sua .alma. Quem sabe, venha um suspiro "daqueles” lá de dentro de ti. Por
que não? Então, pense um pouco sobre o que a canção nos solicita a refletir.

Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz.
Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto
pra dormir e sonhar.
E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas.
E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde
quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais
que pense estar
E tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas
de nossas mãos
E tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate bem
mais forte o coração.
O coração, o coração ...

     Muitas vezes, esquecemos que somos muitos dentro.de nós. Vamos nos perdendo nas linhas do tempo. Deixamos de lembrar o quanto já fomos felizes. O quanto aprendemos com o sofrimento. Os outros nos ajudaram e são fundamentais em nossa vida. Você é único. Por isso, pise firme nos caminhos do seu destino. Use a razão, pois ela te permite entender a felicidade. Só não esqueça do teu coração, das tuas emoções, da ternura, do
perdão. Enfim, do amor que precisa explodir no teu peito e fazer feliz tanta gente. Seja feliz!

          
 (JOSÉ  OTÁVIO  BINATO -  Díário  de Santa  Maria, 14/02/2016)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ÀS MÃES E PAIS DE HOMOSSEXUAIS E TRANSEXUAIS

     A pedido de CLAUDIA, o deputado baiano Jean Wyllys, eleito pela revista The Economist uma das 50 maiores personalidades na defesa da diversidade nmun-do (ao lado do presidente americano Barack Obama e da paquistanesa Malala Yousatzai), escreve uma carta às famílias sugerindo que o acolhimento tome o lugar da rejeição narelação com os filhos
    
   Senhoras e senhores, ao fim deste texto, pretendo dar-lhes uma humilde contribuição para ajudá-los a remover a erva daninha  que dificulta o crescimento do amor em suas famílias; a construir uma vida melhor para seus filhos e filhas e a entregar pessoas mais fortes para este nosso mundo. Antes, porém, preciso dar um breve testemunho.
    Sou um homem gay, de 41 anos, bem-sucedido (jornalista premiado, escritor com quatro livros publicados, roteírista, apresentador de um programa de Tv, ativista dos direitos huma-nos e “estoudeputado federal no segundo mandato), apesar de ter nascido na pobreza material e vivido um conjunto de violências físicas e simbólicas - a homofobia -, que recai sobre mim desde que me entendo por gente.
   Na primeira vez em que ouvi o insulto viado”, eu tinha apenas 6 anos. Vocês conseguem imaginar o que isso significa? E qual o impacto para a saúde mental ouvir - de adultos, de-pois de outros garotos - essa ofensa quando, aos 6 anos, não se tem nenhuma noção do 
que seja orientação sexual? Podem mensurar o sofrimento de uma criança humilhada por fazer algo que deveria ser respeitado em qualquer situação e que está no cruzamento das fronteiras de gênero erguidas pela sociedade (isso é de menino, aquilo de menina)?
   Muitas dessas violências eram praticadas por pessoas que conviviam comigo. O que mais me fez sofrer foi o sentimento de ser menos ou nada amado por minha mãe e,principalmente, meu pai por causa do meu "jeitinho", da minha 'diferença'. Supunha que os envergonhava. Talvez por isso tenha multiplicado os esforços para agradar a eles desde então. Eu me fazia necessário para ser amado. Fiquei ao lado de meu pai até seus últimos minutos de vida. Garanti um tratamento digno para o ncer que o vitimou. E minha mãe é minha rainha. Cuido dela nos mínimos detalhes, dou o que tenho de melhor em mim. Apesar da homofobia que carregavam - e que os levou a me preterir -, não desisti deles. 
    Com o tempo, erradiquei, à base de bons argumentos, a intolerância e recuperei o amor que se perdia entre nós. Felizmente, meu pai viveu o suficiente para perceber que estava errado, no pensamento anti-homossexual, e me pediu perdão do seu jeito. Minha mãe se converteu em quase ativista, é "uma mãe pela diversidade" e se orgulha dos filhos gays (tenho um irmão gay e quatro iros hetero). Se tivesse desistido dos meus pais, nossa sorte teria sido outra: uma má sorte. Quantas relações de amor a homofobia destruiu e ain-da destrói? Incontáveis! Quantos filhos foram expulsos por ser homossexuais? Quantos fu-giram de casa (do bairro, da cidade) para sobreviver e gozar a liberdade de ser quem são
longe da violência dos que deveriam protegê-Ios? Quantos se viram empurrados para os destinos imperfeitos que a homofobia associa à homossexualidade? E quantos desistiram de viver por não suportar a perseguição?

   Caros pais e mães de filhas e filhos homossexuais e/ou transexuais: pensem nessas questões antes de tomar qualquer atitude em relação àqueles que vocês puseram no mun-do e que só desejam amor e compreensão da família. Eles dependem de vocês para ter uma vida autônoma. Eu sei (e compreendo!) que esperam escolhas semelhantes às suas. Isso é uma fantasia. Basta que se comparem aos próprios pais. Vocês se parecem com eles e cumpriram as expectativas que tinham? Ora, pai e mãe, que merecem ser chamados assim, amam os filhos como são. E não porque correspondem aos desejos, às fantasias narcisistas e egoístas do casal.
     A primeira atitude que devem tomar é não reprimir a liberdade e a criatividade infantis. Diante de qualquer suspeita de que sua criança seja homossexual ou transexual, o melhor - antes de buscar informações em fontes confiáveis, que quase nunca são pastores e padres - é ouvir atentamente, e sem julgar, o que ela tem a dizer sobre si mesma. Lembrem-se de que não são apenas os seus projetos de felicidade que estão em pauta. o as expectat-ivas de seus filhos e suas filhas, que não pediram para nascer, que contam. Eles têm o di-reito de expressar os afetos de modo diferente. A desculpa de que vocês não os aceitam gays porque não querem -Ios sofrer é esfarrapada e contraditória. Rejeição e repressão dão início ao sofrimento que supostamente a família deseja evitar. Saibam que eles estaiam mais imunes às inevitáveis maldades do mundo se contassem com o amor de vocês. De resto, por mais que tentem evitar a homossexualidade ou a transexualidade, elas acabarãse impondo se seu filho ou sua filha não morrerem antes. Pensem. Isso vai ajudá-los a retirar a erva daninha - o preconceito - que se alastra em casa.
Cordialmente e com respeito,
                                                             Jean  Wyllis
                              (Revista  CLAUDIA, dezembro de 2015)