domingo, 4 de dezembro de 2011

LIÇÕES DO MESTRE VERÍSSIMO









DEZ  COISAS  QUE  LEVEI  ANOS  PARA  APRENDER

1.Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2.As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas dela com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com ela.

3.Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6.Jamais, sob qualquer circunstância, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7.Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.

8.Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença  mental”.

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10.Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca.Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
                                                          
                        Luis  Fernando Veríssimo


sábado, 3 de dezembro de 2011

MUNDO QUE VAI, MUNDO QUE VOLTA

Dia  desses, olhando revistas num consultório médico, achei esta interessante crônica de Roberto Pompeu de Toledo, que repasso a vocês, pois trata de dois assuntos interessantes.

       Não é todo dia que se assiste a uma página virada na história. Mundo que vai, mundo que volta.Não é todo dia que se assiste a uma página virada na história do mundo. O modesto estado americano de Indiana (modesto em termos da federação a que pertence) começará a virá-Ia a partir do início do próximo ano letivo, em setembro, quando suas escolas deixarão de ensinar obrigatoriamente a letra de mão aos alunos. Já há algum tempo corre nos Estados Unidos o debate sobre a utilidade de ensiná-la. O tempo aí empregado seria mais bem aproveitado em disciplinas hoje mais pertinentes, a começar pelo manejo do teclado do computador. Mas Indiana é o primeiro estado a tomar a medida oficial, por meio de instrução às escolas. Obrigatório será o ensino do teclado. A letra de mão, que também atende pelo bonito nome de cursivo, com origem em "correr” e “corrente" terá ensino facultativo. Ela hoje corre bem menos, coitada, é bem menos corrente que os caracteres do computador.
O cursivo, como até os chimpanzés saberiam prever, foi atropelado impiedosamente pela eletrônica. Que as crianças precisam familiarizar-se desde cedo com o computador é ponto pacífico. Discutível é se o abandono do cursivo trará perdas às novas gerações. Especialistas acenam com possível involução na capacidade motora e na coordenação entre olho e mão. Outros perguntam como as crianças de hoje assinarão os cheques que as esperam na -vida adulta - se é que ainda haverá cheques, e se é que algum truque digital não virá a substituir as assinaturas.
A máquina de escrever já foi um golpe na letra de mão. A rigor, a prensa de Gutenberg, muito antes, já fora um golpe. Mas nenhum deles acertou em cheio. O computador sim, com seu avanço totalizante sobre a vida. A morte do cursivo pode resultar no fenômeno, inédito na história, de uma criança de hoje não conseguir ler o que o pai escreveu na escola, ou numa carta, ou num diário. Aqueles traços redondos como argolas, inclinados para a direita como matagal ao vento, engatados uns aos outros como vagões de trem, que diabos seriam? O cursivo difere bastante da letra de forma. O filho achará que o pai escrevia em árabe.
A legibilidade  de um texto em letra de mão não é ocorrência nova na história. Documentos do século XVI só os paleógrafos são capazes de decifrar. Mas sempre se passou um tempo considerável, até que uma maneira de escrever caducasse aos olhos dos vindouros. O que se desenha de inédito no horizonte é o fenômeno se dar no espaço de apenas uma geração. Os avanços tecnológicos têm ocorrido velozmente, mas corte  tão nítido e abrupto, a erguer-se como' muro generacional intransponível, ainda estava por vir. É um mundo que vai embora.
O mundo que volta, quem o traz é o comandante Hugo Chávez. É o mundo dos reis cujas doenças eram escondidas do povo - afinal eles tinham parte com os deuses, que não ficam doentes - ou, se as revelavam, o faziam só em parte, sem especificar-lhes a natureza nem a gravidade. Vá lá, o presidente eleito Tancredo Neves e seus médicos tentaram esconder a doença  que o acometia, e os presidentes franceses também têm, ou tinham, como norma, não dar satisfações ao público quanto a esse item.
Mas o Brasil se corrigiu. O linfoma da então candidata Dilma Rousseff foi noticiado ao primeiro momento. E mesmo na França, onde os presidentes Georges Pompidou e François Mitterrand disfarçaram os respectivos cânceres enquanto puderam, dificilmente o mesmo procedimento se repetiria. No mundo democrático fixa-se a doutrina de que entre as obrigações do mandatário inclui-se a de dar conta ao eleitorado de seu estado de saúde.
De novo podemos invocar os chimpanzés. Até eles saberiam dizer por que Chávez não veio se tratar no Brasil. Aqui, o segredo da doença não duraria 24 horas. Cuba oferece as ideais condições de censura - ou de encarceramento, se preciso for - para a manutenção de um segredo. Restam, como sempre ocorre, as especulações. A mais radical é a de que não haveria doença alguma. Estaria em curso uma farsa, com o fim de preparar uma suposta vitória sobre a suposta doença que revelaria a força invencível do líder. Outra é a de que se trata de câncer de próstata, e nesse caso o chimpanzé, agora travestido de especialista em psicologia dos caudilhos, interpretaria o caso a partir da constatação de que cirurgia da próstata pode resultar em esterilidade ou mesmo impotência. Ora, como um líder de tão másculas virtudes, herói do povo e salvador da pátria, se arriscaria a ser visto como estéril? Ou  impotente? Mundo que vai, mundo que volta
Não é todo dia que se assiste a uma página virada na história do mundo. O modesto estado americano de Indiana (modesto em termos da federação a que pertence) começará a virá-Ia a partir do início do próximo ano letivo, em setembro, quando suas escolas deixarão de ensinar obrigatoriamente a letra de mão aos alunos. Já há algum tempo corre nos Estados Unidos o debate sobre a utilidade de ensiná-la. O tempo aí empregado seria mais bem aproveitado em disciplinas hoje mais pertinentes, a começar pelo manejo do teclado do computador. Mas Indiana é o primeiro estado a tomar a medida oficial, por meio de instrução às escolas. Obrigatório será o ensino do teclado. A letra de mão, que também atende pelo bonito nome de cursivo, com origem em "correr” e “corrente" terá ensino facultativo. Ela hoje corre bem menos, coitada, é bem menos corrente que os caracteres do computador.
O cursivo, como até os chimpanzés saberiam prever, foi atropelado impiedosamente pela eletrônica. Que as crianças precisam familiarizar-se desde cedo com o computador é ponto pacífico. Discutível é se o abandono do cursivo trará perdas às novas gerações. Especialistas acenam com possível involução na capacidade motora e na coordenação entre olho e mão. Outros perguntam como as crianças de hoje assinarão os cheques que as esperam na -vida adulta - se é que ainda haverá cheques, e se é que algum truque digital não virá a substituir as assinaturas.
A máquina de escrever já foi um golpe na letra de mão. A rigor, a prensa de Gutenberg, muito antes, já fora um golpe. Mas nenhum deles acertou em cheio. O computador sim, com seu avanço totalizante sobre a vida. A morte do cursivo pode resultar no fenômeno, inédito na história, de uma criança de hoje não conseguir ler o que o pai escreveu na escola, ou numa carta, ou num diário. Aqueles traços redondos como argolas, inclinados para a direita como matagal ao vento, engatados uns aos outros como vagões de trem, que diabos seriam? O cursivo difere bastante da letra de forma. O filho achará que o pai escrevia em árabe.
A legibilidade  de um texto em letra de mão não é ocorrência nova na história. Documentos do século XVI só os paleógrafos são capazes de decifrar. Mas sempre se passou um tempo considerável, até que uma maneira de escrever caducasse aos olhos dos vindouros. O que se desenha de inédito no horizonte é o fenômeno se dar no espaço de apenas uma geração. Os avanços tecnológicos têm ocorrido velozmente, mas corte  tão nítido e abrupto, a erguer-se como' muro generacional intransponível, ainda estava por vir. É um mundo que vai embora.
O mundo que volta, quem o traz é o comandante Hugo Chávez. É o mundo dos reis cujas doenças eram escondidas do povo - afinal eles tinham parte com os deuses, que não ficam doentes - ou, se as revelavam, o faziam só em parte, sem especificar-lhes a natureza nem a gravidade. Vá lá, o presidente eleito Tancredo Neves e seus médicos tentaram esconder a doença  que o acometia, e os presidentes franceses também têm, ou tinham, como norma, não dar satisfações ao público quanto a esse item.
Mas o Brasil se corrigiu. O linfoma da então candidata Dilma Rousseff foi noticiado ao primeiro momento. E mesmo na França, onde os presidentes Georges Pompidou e François Mitterrand disfarçaram os respectivos cânceres enquanto puderam, dificilmente o mesmo procedimento se repetiria. No mundo democrático fixa-se a doutrina de que entre as obrigações do mandatário inclui-se a de dar conta ao eleitorado de seu estado de saúde.
De novo podemos invocar os chimpanzés. Até eles saberiam dizer por que Chávez não veio se tratar no Brasil. Aqui, o segredo da doença não duraria 24 horas. Cuba oferece as ideais condições de censura - ou de encarceramento, se preciso for - para a manutenção de um segredo. Restam, como sempre ocorre, as especulações. A mais radical é a de que não haveria doença alguma. Estaria em curso uma farsa, com o fim de preparar uma suposta vitória sobre a suposta doença que revelaria a força invencível do líder. Outra é a de que se trata de câncer de próstata, e nesse caso o chimpanzé, agora travestido de especialista em psicologia dos caudilhos, interpretaria o caso a partir da constatação de que cirurgia da próstata pode resultar em esterilidade ou mesmo impotência. Ora, como um líder de tão másculas virtudes, herói do povo e salvador da pátria, se arriscaria a ser visto como estéril? Ou  impotente?do mundo. O modesto estado americano de Indiana (modesto em termos da federação a que pertence) começará a virá-Ia a partir do início do próximo ano letivo, em setembro, quando suas escolas deixarão de ensinar obrigatoriamente a letra de mão aos alunos. Já há algum tempo corre nos Estados Unidos o debate sobre a utilidade de ensiná-la. O tempo aí empregado seria mais bem aproveitado em disciplinas hoje mais pertinentes, a começar pelo manejo do teclado do computador. Mas Indiana é o primeiro estado a tomar a medida oficial, por meio de instrução às escolas. Obrigatório será o ensino do teclado. A letra de mão, que também atende pelo bonito nome de cursivo, com origem em "correr” e “corrente" terá ensino facultativo. Ela hoje corre bem menos, coitada, é bem menos corrente que os caracteres do computador.
        O cursivo, como até os chimpanzés saberiam prever, foi atropelado impiedosamente pela eletrônica. Que as crianças precisam familiarizar-se desde cedo com o computador é ponto pacífico. Discutível é se o abandono do cursivo trará perdas às novas gerações. Especialistas acenam com possível involução na capacidade motora e na coordenação entre olho e mão. Outros perguntam como as crianças de hoje assinarão os cheques que as esperam na -vida adulta - se é que ainda haverá cheques, e se é que algum truque digital não virá a substituir as assinaturas.
       A máquina de escrever já foi um golpe na letra de mão. A rigor, a prensa de Gutenberg, muito antes, já fora um golpe. Mas nenhum deles acertou em cheio. O computador sim, com seu avanço totalizante sobre a vida. A morte do cursivo pode resultar no fenômeno, inédito na história, de uma criança de hoje não conseguir ler o que o pai escreveu na escola, ou numa carta, ou num diário. Aqueles traços redondos como argolas, inclinados para a direita como matagal ao vento, engatados uns aos outros como vagões de trem, que diabos seriam? O cursivo difere bastante da letra de forma. O filho achará que o pai escrevia em árabe.
      A legibilidade  de um texto em letra de mão não é ocorrência nova na história. Documentos do século XVI só os paleógrafos são capazes de decifrar. Mas sempre se passou um tempo considerável, até que uma maneira de escrever caducasse aos olhos dos vindouros. O que se desenha de inédito no horizonte é o fenômeno se dar no espaço de apenas uma geração. Os avanços tecnológicos têm ocorrido velozmente, mas corte  tão nítido e abrupto, a erguer-se como' muro generacional intransponível, ainda estava por vir. É um mundo que vai embora.
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        O mundo que volta, quem o traz é o comandante Hugo Chávez. É o mundo dos reis cujas doenças eram escondidas do povo - afinal eles tinham parte com os deuses, que não ficam doentes - ou, se as revelavam, o faziam só em parte, sem especificar-lhes a natureza nem a gravidade. Vá lá, o presidente eleito Tancredo Neves e seus médicos tentaram esconder a doença  que o acometia, e os presidentes franceses também têm, ou tinham, como norma, não dar satisfações ao público quanto a esse item.
         Mas o Brasil se corrigiu. O linfoma da então candidata Dilma Rousseff foi noticiado ao primeiro momento. E mesmo na França, onde os presidentes Georges Pompidou e François Mitterrand disfarçaram os respectivos cânceres enquanto puderam, dificilmente o mesmo procedimento se repetiria. No mundo democrático fixa-se a doutrina de que entre as obrigações do mandatário inclui-se a de dar conta ao eleitorado de seu estado de saúde.
         De novo podemos invocar os chimpanzés. Até eles saberiam dizer por que Chávez não veio se tratar no Brasil. Aqui, o segredo da doença não duraria 24 horas. Cuba oferece as ideais condições de censura - ou de encarceramento, se preciso for - para a manutenção de um segredo. Restam, como sempre ocorre, as especulações. A mais radical é a de que não haveria doença alguma. Estaria em curso uma farsa, com o fim de preparar uma suposta vitória sobre a suposta doença que revelaria a força invencível do líder. Outra é a de que se trata de câncer de próstata, e nesse caso o chimpanzé, agora travestido de especialista em psicologia dos caudilhos, interpretaria o caso a partir da constatação de que cirurgia da próstata pode resultar em esterilidade ou mesmo impotência. Ora, como um líder de tão másculas virtudes, herói do povo e salvador da pátria, se arriscaria a ser visto como estéril? Ou  impotente?

OBRIGADO, AMIGO

Recebi e repasso aos amigos, pois é uma bela mensagem.

Pela amizade que você me devota,
por meus defeitos que você nem nota...
Por meus valores que você aumenta,
por minha fé que você alimenta...
Por esta paz que nós nos transmitimos,
por este pão de amor que repartimos...
Pelo silêncio que diz quase tudo,
por este olhar que me reprova mudo...
Pela pureza dos seus sentimentos,
pela presença em todos os momentos...
Por ser presente, mesmo quando ausente,
por ser feliz quando me vê contente...
Por este olhar que diz "Amigo, vá em frente!"
Por ficar triste, quando estou tristonho,
por rir comigo quando estou risonho...
Por repreender-me, quando estou errado,
por meu segredo, sempre bem guardado...
Por seu segredo, que só eu conheço,
e por achar que apenas eu mereço...
Por me apontar para DEUS a todo o instante,
por esse amor fraterno tão constante...
Por tudo isso e muito mais eu digo:
"DEUS TE ABENÇOE, AMIGO!"

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

HOMENAGEM A UM L ÍDER

      " Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra. Se um torrão é arrastado para o mar, o continente fica diminuído, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.
      E, por isso, não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti."
               
              (John Donne, no prefácio do livro "Por quem os Sinos dobram", de Ernest Hemingway.)

          José Francisco Gorski, o Chicão, partiu deixando atrás de si uma trajetória que poucos líderes políticos de Santiago tiveram.  Homem carismático, que sabia tratar a todos como amigos, fossem pobres ou ricos, conquistou uma legião de admiradores.  Destacou-se como incentivador do esporte  e, após, como político atuante, o que o levou a ser prefeito por duas legislaturas. Os projetos que criou,  suas ideias inovadoras, sua simplicidade no trato para com todos, garantiram a ele a credibilidade para ser eleito deputado estadual  com um excelente percentual de votos. E já estava demonstrando a que viera, ao lutar pelos interesses da nossa região nesse pouco tempo de mandato na Câmara Estadual.
       Podia se considerar  um homem realizado: era popular, famoso, admirado. Estava subindo cada vez mais no cenário político e não tenho dúvidas de que iria longe. Mas a morte, esta  “indesejada das gentes”, estava à sua espreita aqui bem pertinho de sua gente, escondida  na margem da 287 e o colheu de súbito, quando ninguém  sequer poderia imaginar.
         E o que nos resta agora que o inexorável aconteceu?  Apenas torcer para que os partidos políticos, especialmente aquele  a que pertencia, mantenham  e  desenvolvam cada vez mais os projetos que deixou atrás de si, que tenham suas idéias e seu exemplo de líder político como  uma meta  a ser atingida.
          É certo que ele não era perfeito, que tinha  seus senões, como qualquer ser humano os tem.  É certo que havia os que não o apreciavam, como acontece com todo político, devido às picuinhas político-partidárias. É certo que muitas “lágrimas de crocodilo” rolaram em seu velório. Mas este não é o momento para apontar dedos, nem  trazer  à tona mágoas adormecidas. O  instante é de reflexão sobre a  brevidade da vida, sobre o porquê  de estarmos  aqui  e, sobretudo, de homenagear o líder que partiu.
         Santiago está de luto, nós todos estamos enlutados. Só nos resta desejar que Deus o acolha em seus braços e lhe dê a recompensa pelo bem que realizou, esquecendo os possíveis erros cometidos.
      Vai em  paz, Chicão. Que Deus, em Sua infinita bondade, conceda paz a tua alma e a         lembrança perene dos que te admiram.







domingo, 13 de novembro de 2011

A DISCRETÍSSIMA LAURENE JOBS

    Ela  viveu  21  anos  ao lado  de Steve  Jobs. Exatamente desde o dia em que se conheceram, em 1990, até o último dia de vida dele: 05 de outubro  de 2011. Mas poucas pessoas sabiam de sua intimidade, pois o casal era cioso de sua privacidade e extremamente discreto sobre sua vida particular.
        
    Num certo dia de 1990, Steve Jobs  foi dar uma palestra  na Universidade de Stanford, na Califórnia, e encontrou  Laurene Powell. Terminada a palestra, deveria ir a uma reunião com executivos, mas, interessado na bela loira da plateia, fez a si mesmo uma pergunta:”Se  aquele fosse o meu último dia na Terra, eu gostaria de passá-lo em uma reunião ou com esta mulher?”  Decidido, foi até ela e convidou-a para jantar. A partir daí não se separaram mais.
     Casaram-se no ano seguinte e  passaram a viver juntos  uma vida natureba e sem ostentação, no meio de uma reserva natural da Califórnia, em Palo Alto, epicentro tecnológico dos Estados Unidos, numa casa de ambientes simples, sem badulaques, apenas o essencial. Tiveram três filhos: Reed  (20 anos), Erin (16) e Eve (13). Adeptos da dieta vegan , não comiam carne, leite ou ovos. Uma horta com vegetais, frutos e ervas, cuidada por toda a família,  garantia a alimentação da família.
     Diferente das esposas de celebridades e das chamadas “casadas com a tecnologia”, Laurene nunca desfilou para a mídia e preservou também os filhos. Formada em Economia, iniciou carreira no mercado financeiro trabalhando em bancos.  Depois de casada, iniciou uma empresa de alimentos orgânicos, Terravera.
      Anos depois, conhecendo a situação das comunidades negras e latinas de baixa renda que vivem nos bairros periféricos de Palo Alto, analisou a situação e verificou que cerca de 50% das desss comunidades abandonavam a escola logo após o colegial. Então, criou uma organização, a College Track, um programa extracurricular que dá suporte para que os alunos continuem os estudos até a universidade. A organização se expandiu para outras cidades.
         Hoje, Laurene faz parte do conselho de sete organizações dedicadas à educação, além de se envolver com a filantropia. Incansável, é fundadora também do Emerson Collective, organização que investe em trabalho de empreendedores que criam soluções inovadoras para reformas sociais, sobretudo nas escolas públicas dos Estados Unidos. No ano passado, foi escolhida por Obama para fazer parte do Conselho para Soluções Comunitárias da Casa Branca, que ajuda a apontar formas eficientes de turbinar o ensino e a criação de empregos no país.      
        Além de doar fundos para a campanha de Hilary Cinton, em 2005, Laurene  coliderou a arrecadação de 20 milhões de dólares para a organização Global Fund for Women, que investe em organizações locais nas áreas de saúde e educação pelo mundo. Hoje, ela também apoia  financeiramente a Eastern Congo Iniciative, dedicada exclusivamente a ajudar a Repúblia Democrática do Congo.
     Laurene é capaz de se envolver em tudo isso e, ao mesmo tempo, criar três filhos, além de ter cuidado de um marido devastado por um dos tipos mais cruéis e raros de câncer. Após a morte dele, ela o sepultou de maneira reservada, da forma como eles sempre viveram. 

domingo, 6 de novembro de 2011

OS QUATROS MAIORES

 VOCÊ  PODE DISCORDAR, MAS EU CONSIDERO UMA DAS CRÔNICAS MAIS LÚCIDAS  QUE  LI  NOS  ÚLTIMOS TEMPOS.
  AH, SOU  UMA  PESSOA  APARTIDÁRIA.
    
    Não tem para ninguém. Os quatro maiores presidentes da história do Brasil são Getúlio, JK, Jango e Lula. Avançamos de um nome, tratado, às vezes, pelo sobrenome, para uma sigla e finalmente chegamos aos apelidos. Sintomas de uma evolução da democracia. Deixamos para trás os sobrenomes pomposos da elite quatrocentona paulista.
     O povo saiu da planície para o Planalto. Lula está com câncer.
    Alguns abutres vibram sem muita discrição. Imaginam-no fora do jogo. Nunca poderão, no entanto, apagar a sua figura imensa da biografia do Brasil Getúlio e Lula são os maiores personagens políticos de todos os tempos em nossa história. Se Cabral descobriu o Brasil, se D. Pedro I o tornou independente, se D. Pedro II deu-lhe algum ar de civilização, se a República caiu no colo de Deodoro da Fonseca, Getúlio reinventou o Brasil. Arrancou-o do atraso mais profundo e imobilizador. Empurrou-o para a sua industrialização.
    Não conseguiu, contudo, nem na ditadura nem na democracia, arrumá-lo totalmente. As resistências foram poderosas. Enfrentou quatro inimigos: os "carcomidos" paulistas, derrotados de 1930, os comunistas, os integralistas e alguns dos seus aliados de primeira hora. 
    JK entrou no jogo como um campeão da modernidade, do dinamismo e da renovação tecnológica. Deu ao Brasil uma nova capital e uma nova maneira de se ver. Melhorou a nossa autoestima e fez-nos crer que o futuro havia chegado. Sempre tivemos a impressão de viver no passado. Com JK, passamos a viver no futuro. Jango tentou completar Getúlio e ir além de JK. Quis criar um presente satisfatório para os brasileiros. As reformas de base eram necessidades vitais. Como disse Darci Ribeiro, Jango caiu pelos seus acertos, não pelos seus erros. E perigoso demais estar certo antes do tempo. Jango pagou caro.
     Passaram-se 40 anos até um homem do povo ser eleito para retomar as iniciativas de Getúlio, JK e Jango. Conta-se com a ciência para curar Lula e mantê-lo firme e forte para os próximos combates. Aos que já o estão secando, salivando pelos cantos da boca, é preciso lembrar que hoje Dilma é o segundo chefe de Estado mais popular da América Latina. O Brasil só melhora realmente quando um presidente consegue distribuir renda, desconcentrar a riqueza e gerar inclusão. Um assessor de Tancredo Neves escreveu para ele discursar: "Esforçar-nos-emos para criar uma nação mais inclusiva". Tancredo traduziu: "Lutaremos por um pais em que ninguém fique de fora". 
      Jango tentou. JK nem tanto. Getúlio e Lula conseguiram. Não tudo. Mas um grande salto. Atenção aos corvos: isto não é um obituário. É um elogio em vida. Os grandes também adoecem. Felizmente a medicina evoluiu.
      Dentro de 500 anos, os historiadores ainda falarão de Getúlio, o maior de todos, de JK, o modernista, de Jango, o injustiçado, e de Lula, o metalúrgico desqualificado como semianalfabeto que, com seu apelido povão, fez mais e melhor do que a maioria dos doutores tratados por nome e sobrenome sonoros. 
       Ah, antes que alguém tenha essa ideia, não sou petista, nem pedetista.

   (Juremir Machado da Silva, Correio do Povo, 1º/11/2011)

sábado, 29 de outubro de 2011

DESABAFO DE UMA MULHER MODERNA

RECEBI  DE  UMA  AMIGA  E RESOLVI  REPASSAR. SE  NÃO  CONCORDAMOS, PELO MENOS  É  ENGRAÇADA!

    São 6h.O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
     Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje.
  Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até.
    Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.          
    Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
     Espaço? Fazendo alongamento.
     Leite condensado? Brigadeiro...
  Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
     Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz ideia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela.
     Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos, temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus. A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.
    Aí vem uma “fulaninha” qualquer, que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina as várias outras rebeldes inconsequentes com ideias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
     Que espaço, minha filha???!!!!! Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.
     Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?
    Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz.
Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
   Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.
       Por que, me digam por quê, um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo?
     Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. 
     Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos, acessórios usar. Que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo.
      Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, pós-doutorados e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!)...
     Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles, lavar, passar,cozinhar e cuidar dos filhos da mesma forma. E ainda temos que dividir as despesas da casa.
       Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira do balanço?
  Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela (ai, meu Deus, já são 6:30h, tenho que levantar!), e tem mais, que chegue do trabalho, sente no meu sofá, e diga "meu bem, me traz uma dose de café, por favor!".
     Descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu tô ironizando?????
      Tô falando sério!!!!!!!!
      Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....
      Alguém se habilita?
                                   (Autora Desconhecida)